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curdos

Quem são os curdos?

Os Curdos são um grupo étnico do Oriente Médio, a maior nação apátrida do mundo, com cerca de 35 milhões de pessoas, mas que não possuem um território ou um Estado. Eles habitam uma região montanhosa que se espalha por cinco países: Turquia, Iraque, Síria, Irã e Armênia. Os Curdos são cultural e linguisticamente relacionados aos povos iranianos. Grande parte fala o idioma curdo, uma língua indo-europeia, bem como tem diversas religiões e credos, sendo a maioria muçulmana sunita.

Apesar de serem o quarto maior grupo étnico do Oriente Médio, nunca obtiveram um Estado próprio. Por isso, muitos Curdos querem ter seu país próprio, ao invés de viver sob o domínio de estados onde habitam. Isso porque os governos desses países — principalmente Turquia e Irã — já procuraram, em diversas ocasiões, forçá-los a abrir mão de sua língua e cultura e os expulsaram de suas casas.

Sendo assim, em cada região onde vivem, os Curdos possuem uma condição de vida diferente. Por exemplo, alguns Curdos possuem mais autonomia, enquanto outros lutam, de forma armada, principalmente na Turquia, por igualdade de direitos, visto que são minorias, discriminados e alvos de violência e ataques.

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importância
militar curda

Este povo tem um exército em terra que combate diariamente o ISIS, o Governo Sírio e Al Qaeda. Porém, o que mais chama a atenção é: cerca de 35% deste exército é formado por mulheres (grupo YPJ), sendo uma coalizão conhecida como Forças Democráticas Sírias, nascida em 2013, principal inimiga do Estado Islâmico.
 

Mas, afinal, quem são essas mulheres? Todas são voluntárias, algumas, inclusive, nunca haviam pegado em uma arma. As meninas com menos de 18 anos não podem lutar na linha de frente, mas já se juntam ao movimento e recebem treinamento militar. São quase 10 mil combatentes entre 18 e 40 anos. Elas não recebem salário e dependem de fundos e doações vindas da comunidade internacional, além de serem alimentadas pela própria população curda.

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O exército feminino, na linha de frente, já libertou milhares de crianças e outras mulheres das mãos dos extremistas. Hoje, as combatentes criaram uma vila, com escolas e pequena infraestrutura. Neste lugar, sentem-se livres. Ainda, diante da brutalidade da guerra, as mulheres curdas mantêm o autocuidado. Nos uniformes, enfeites de borboletas e flores sempre são vistos, mesmo com armas nas mãos.

Essas mulheres, porém, não enfrentam somente o terrorismo. Além da proteção militar, o grupo combate a cultura machista enraizada na região, mudando o papel das mulheres no Oriente Médio. Uma das histórias mais conhecidas sobre o exército curdo feminino é que este é o mais temido pelo ISIS. Para os Jihadistas do Estado Islâmico, por exemplo, ser morto por uma mulher significa não ir ao paraíso. “Eu vejo a revolução síria não só como uma revolução popular do povo, mas também como uma revolução da mulher, portanto, eu me vejo como parte da revolução”, afirma uma jovem de 21 anos.

 

CURDOS CRISTÃOS

Quando o Islamismo nasceu, no século VII, o Curdistão era predominantemente cristão! Mas como será, hoje, a relação dos Curdos com o Cristianismo?

Primeiramente, precisamos entender que havia uma perseguição a cristãos no Império Persa (início em 337 d.C.), que se estendeu também ao Curdistão. Isso significava, para os Curdos, perseguição étnica e religiosa. O povo Curdo é uma minoria étnica perseguida. Agora, imagine para um Curdo cristão. Ainda, com o declínio e isolamento do cristianismo local, frente ao crescimento do Islã, a pequena comunidade cristã Curda começou a renunciar sua identidade étnica, criando uma nova com seus vizinhos cristãos semitas.

Porém, nem todos os Curdos cristãos viam a necessidade de “trocar sua etnia” por conta da fé. Mas o fato era: uma mudança religiosa implicaria em mudanças culturais, principalmente no idioma. Por exemplo, os cristãos, no Curdistão, compartilham o uso do neoaramaico com os judeus Curdos. Além disso, diversos curdos cristãos eram assimilados como outros povos, por isso, é muito difícil saber, exatamente, o número de Curdos cristãos. Contudo, um palpite para o número total de curdos cristãos seria na faixa de dezenas de milhares, a maioria vivendo na Turquia.

Uma curiosidade é a influência que o cristianismo deixou entre a etnia Curda. Alguns Curdos não cristãos ainda abençoam a massa do pão pressionando o sinal da cruz sobre ela enquanto cresce. Ainda, muitos fazem peregrinação às antigas igrejas

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abandonadas ou em funcionamento dos cristãos armênios e assírios. Esta prática pode ser uma associação com seus vizinhos cristãos ou mesmo uma memória geracional cristã, pois a população Curda é como uma mistura entre a população antiga e convertidos modernos.

Os curdos são um grupo de pessoas muito aberto ao cristianismo. Porém, deixar o Islã é considerado apostasia, punível com morte. É compreensível que muitos convertidos ao cristianismo não queiram ser identificados. Mas a igreja curda está viva! Ore por estes irmãos perseguidos. Clame ao Senhor que os fortifique e frutifique!

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