Nota de Repúdio: Moïse Kabagambe



 

Moïse Kabamgabe, um jovem congolês de 25 anos, foi espancado até a morte no Rio de Janeiro na última semana. O rapaz trabalhava como atendente diarista no quiosque Tropicália, na praia da Barra. Familiares contam que Moïse estava com o pagamento atrasado há dois dias e, ao cobrar, foi agredido por cinco homens. Moïse e sua família foram acolhidos como refugiados no Brasil em 2014, fugindo da guerra e da fome.


As agressões duraram por volta de 15 minutos e foram capturadas pelas câmeras de segurança do próprio quiosque. Moïse foi espancado com pedaços de madeira e um taco de beisebol, e foi encontrado amarrado e sem vida. O dia de trabalho seguiu normalmente no quiosque, mesmo após o assassinato, e os familiares da vítima só souberam do acontecido quase 12 horas depois.


O questionamento da família é: “uma pessoa de outro país que veio no seu país para ser acolhido. E vocês vão matá-lo porque ele pediu o salário dele? Porque ele disse: ‘Estão me devendo’?”. Para a mãe de Moïse, apesar do acolhimento do Brasil, hoje, sente vergonha do país. O caso segue sendo investigado.


Moïse era conhecido como “Soldado”, um jovem muito alegre e brincalhão. Fazia questão de falar francês de forma errada só para fazer os outros rirem. Era o churrasqueiro da turma, viveu intensamente e não media esforços para ajudar quem precisava.


O Abuna repudia este ato de covardia, brutalidade e xenofobia. Nos unimos à família de Moïse e demandamos justiça. Barbáries como esta não podem acontecer. Crimes como este precisam acabar. Nossa oração é por consolo aos familiares da vítima, para que o Espírito Santo enxugue cada lágrima. Neste dia, nós choramos com a querida comunidade congolesa no Brasil.


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